É bom pensar e se questionar!
Constance Kamii, em seu livro A criança e o Número, nos mostra que
precisamos entender que a criança não ira começar a pensar e resolver situações
“matemáticas” apenas quando começarmos a ensiná-las, pelo contrario a criança
começa desde cedo a resolver situações-problemas dentro de seu meio social,
pois a relação das crianças com o meio proporciona tais experiências sem
necessariamente a intervenção de um adulto.
Obviamente o adulto devera intervir para ensinar formas de
resolução de problemas, sistemas de numeração e etc., mas isto certamente não é
o que desencadeará a curiosidade matemática das crianças.
Segundo Barry Wadsworth, o desenvolvimento cognitivo consiste numa
sucessão de mudanças e essas mudanças são estruturais, ou seja, essas
estruturas devem se encaixar para assimilar os dados recebidos e isso era o que
Piaget chamou “esquema”.
O esquema portanto é uma estrutura cognitiva que emerge da
interação de unidades mais simples e primitivas para um todo mais amplo e
complexo, assim sendo a criança nasce
com poucos esquemas e estruturas e ao decorrer de seu desenvolvimento os
esquemas se aumentam e se ampliam, de modo que o adulto e produto dessa
estrutura outrora simples e que se desenvolveu.
O que Barry wadsworth disse complementa tanto a pesquisa de Piaget
quanto o estudo de Kamii quando relata que a criança terá independentemente da
intervenção do adulto uma pré-disposiçao ou curiosidade matemática e que se
desenvolverá ao passar do tempo e dos conhecimentos adquiridos através do meio
dessa criança. Porem isso não elimina a importância de se ensinar as crianças
todos os processos de numeração, a classificação, seriação entre outros,
respeitando seu grau de desenvolvimento cognitivo.